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ALENQUER UMA LEMBRANÇA DO PASSADO

ALENQUER UMA LEMBRANÇA DO PASSADO

 

Por: AIMBERÊ JAPÍ

 

Há algum tempo viemos observando a sequência de um fracasso político administrativo, parecendo ser hereditário, trazendo consigo a inevitável desintegração econômica, cultural e social do município de Alenquer, este, ficando aquém dos seus coirmãos: Oriximiná, Óbidos, Monte Alegre, Prainha e Almeirim; observamos também homens e mulheres que teimam em resistir, que se ajudam mutuamente, com eles certa alegria, tentando continuamente um caminho por sua vida melhor.

Hoje, tal, como antes a inabalável fé em Jesus e Santo Antônio, visto que a esperança repousa nas lembranças das riquezas do passado: Castanha, Balata, Cumaru, Juta, Extração de Conchas (Itan), Peixes Salgados, Pecuária, O Feijão Canário e Tantos outros Produtos o que nos tornava uma cidade próspera e promissora levando-nos ao quinto lugar do ranking do estado: Belém, Santarém, Bragança, Castanhal, Alenquer…Além do abastecimento próprio, abastecíamos em pequenas parcelas nossos vizinhos; Belém até mesmo a capital amazonense com cerca de 4% de seu consumo, na oportunidade a população manauara era de aproximadamente 800.000 habitantes, informação do idespe 1967.

O exemplo desse poderio era as constantes a portagens dos navios da SNAAP – (Serviços de Navegação da Amazônia e Administração do Porto do Pará) e ENASA (Empresa de Navegação da Amazônia S/A) fazia linha com seus navios de nome ‘Leopoldo Peres’, ‘Augusto Montenegro’, ‘Lauro Sodré’ e ‘Lobo D´Almada’, Pimenta Bueno a charmosa “chatinha”, dos navios gaiola, Barão de Cametá, Ajuricaba, Sobral Santos, Alegria, Carlos Pinto; dos vários boiadeiros, de inverno chegava os regatões, as barcaças de breves transportando madeiras beneficiadas como tábuas, ripões, flechais, etc… Alguns a velas vinham comercializar; não podíamos esquecer os barcos dos ximangos como: Pio XII, Rochedo, Dolimar e tinha as linhas aéreas com as aeronaves das empresas Cruzeiro do sul, TABA, VASP e Paraense e dos simpáticos catalinas da FAB que trazia as correspondências postais.

Baseado nesse fato e admirando a silenciosa resistência em buscar um governo sem falsas promessas mais onde haja bom senso, coerência, trabalho, verificações de valores e sobre tudo, determinação das prioridades administrativas, e que tentamos parodiando o autor lhe passa o seguinte: Proporcionar oportunidade de trabalho é a necessidade primordial e deve ser o primeiro objetivo do Planejamento Econômico. Para o homem pobre a oportunidade de trabalho é a maior de todas as alternativas. Não somos estudiosos e nem especialistas em administração pública, muito menos queremos polemizar ou discutir méritos desse ou daquele, contudo temos a absoluta certeza de que só V. Exas. Cumprir suas missões que todos nós sairemos ganhando, de outra forma, isso é, se o efeito for do continuísmo, se isso acontecer em poucos anos somente a história relatada por poucos dirá que existiu no coração da Amazônia uma bela cidade chamada Alenquer.

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