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Benedito Monteiro

Escrito Por Tatiane:

Nascido em 1º de março de 1924, em Alenquer, Benedicto Vilfredo Monteiro era filho de Ludgero Burlamaqui Monteiro e de Heribertina Batista Monteiro. Revezando seus estudos entre Belém e o Rio de Janeiro, concluiu o ensino superior na Faculdade de Direito do Pará.

Ao longo de sua vida, atuou como advogado, magistrado, professor, político, poeta, contista e romancista. Em Alenquer, foi pretor, juiz de direito e promotor. Também foi deputado estadual (duas legislaturas), sendo cassado em 1964 no período da ditadura militar. Com o fim da ditadura, foi eleito deputado federal e eleito para a Assembléia Nacional Constituinte. Durante o mandato do governador Aurélio do Carmo, foi líder do governo. Foi ainda Secretário de Estado do setor de Obras, Terras e Aviação. Teve uma grande participação na colonização de terras na Belém-Brasília, fundando cidades como Paragominas e vilas como Mãe do Rio.

Na literatura, Benedicto Monteiro escreveu e publicou diversas obras como Bandeira Branca (1945), Cancioneiro do Dalcídio, Verde Vagomundo (1972), O Minossauro (1975), O Carro dos Milagres (1976), Terceira Margem (1983) e Aquele Um (Prêmio Nacional de Literatura da Fundação cultural de Brasília). Seus livros já foram publicados em diversos países da Europa como França, Holanda, Itália e Alemanha, além de terem sido objetos de análise em teses acadêmicas.

Em 2001, lançou a obra “História do Pará” encartada em um jornal paraense. A obra constitui uma síntese da história e cultura do Pará, desde as épocas das culturas pré-históricas, passando pelos grandes momentos como a Belle-époque.

O escritor era membro da Academia Paraense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP), além da Academia Paraense de Jornalismo. Recebeu ainda uma série de honrarias, tais como: o título de Honra ao Mérito da Assembléia Legislativa do Estado; Honra ao Mérito da Câmara de Vereadores de Belém; Medalha Tiradentes do Governo do Estado do Pará; Medalha José Veríssimo da Academia Paraense de Letras, além de muitas outras

Benedicto Monteiro faleceu no dia 15 de junho de 2008, em Belém. Hoje, o escritor dá nome ao Hall que fica localizado no andar térreo do Centur.

 

Fonte: http://fcp.pa.gov.br/index.php/benedicto-monteiro/79-fcptn/homenageados

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